A Controvérsia Fundamentalista-Modernista na Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos – Parte 3

2. Aspectos Científicos da Controvérsia

Na época sob discussão, as controvérsias relativas às obras e aos pontos de vista de homens como Copérnico, Galileu, Laplace e Newton não ocupavam mais o primeiro plano. De uma forma ou outra, as questões levantadas por eles já haviam sido assimiladas pela igreja. Os teólogos foram forçados a se ajustar aos pontos de vista desses cientistas, e o fizeram de múltiplas formas. A questão, por já ter sido ultrapassada, não nos preocupará aqui [17].

Por outro lado, o desafio das ideias de Freud não havia ainda chegado. . .

O grande desafio científico à religião, na época em discussão, era o da teoria da evolução da Darwin. Não vou resumir as ideias de Darwin aqui, por ser totalmente desnecessário, hoje em dia, por serem elas bastante conhecidas [18].

Mais importante do que resumir as ideias de Darwin é perguntar por que as ideias de Darwin criaram um desafio maior para o presbiterianismo americano do que as ideias de Copérnico ou Newton.

Uma resposta plausível é sugerida por Dillenberger:

“Embora as ideias de Newton tenham criado alguns problemas para a mente do cristão, ela não colocou em cheque, de modo fundamental, a concepção bíblica da criação. Esta podia ainda ser vista e interpretada como um evento, quase precisamente datável, em que o mundo apareceu, totalmente formado, em cena” [19].

Além disso,

“Newton professava que o mundo que ele descrevia tinha um fundamento cristão. . . . Os pontos de vista de Darwin, por outro lado, pareciam desafiar frontalmente o entendimento cristão do mundo” [20].

Esse “entendimento cristão do mundo” era desafiado de várias formas pelas ideias de Darwin. É desnecessário sublinhar que os conceitos de revelação e de autoridade bíblica estavam mais uma vez em jogo. Mas, desta mais, mais estava envolvido. A idade atribuída ao mundo por estudiosos cristãos conservadores era questionada. O arcebispo Usher, que havia chegado à conclusão de que o mundo havia sido criado no ano 4004 AC (segundo alguns relatos, ele precisava o dia e a hora!), tinha muitos seguidores. As ideias acerca da origem e “fixidez” das espécies também eram desafiadas. Acreditam muitos que as espécies haviam saído, de forma ordenada, em pares, macho e fêmea, diretamente das mãos do criador: “Acreditamos que haja tantas espécies de animais quanto foram criadas, em pares, pelas mãos do próprio Criador” [21]. Se era assim, como poderia uma espécie emergir de outra? Parecia a muitos que mais um passo havia sido dado na direção de remover Deus de participação na ordem criada. Mesmo que não se negasse, explicitamente, a “hipótese Deus”, a ação divina parecia ficar limitada a um único e solitário ato lá no passado remoto, nos primórdios do mundo. Depois desse ato criativo, ele parecia desnecessário. Além disso, as ideias de propósito e desígnio parecem não encontrar na concepção darwiniana do mundo. Há, nessa concepção, ainda lugar para o sobrenatural? Podem Cristo e sua obra de redenção ser enquadrados nesse esquema? O que dizer das doutrinas da queda e do pecado? São os conceitos de realidade e de verdade relativos? Todas essas questões eram provocadas pela obra de Darwin. E os Fundamentalistas não tinham respostas para elas – a não ser o apego às crenças tradicionais, nas quais haviam sempre encontrado conforto.

Outra questão que não era indiferente para os Fundamentalistas era a da dignidade humana. Para Darwin o homem não parece ser qualitativamente diferente dos demais animais. Com Darwin, “digamos que o pedigree do homem se tornou bem mais longo, mas ficou bem menos nobre” [22]. O caráter distintivo e único do homem no reino da criação foi seriamente questionado pelas teses de Darwin. Os Fundamentalistas sentiram isso, e expressaram seus sentimentos a maior parte do tempo através de frases e argumentos meio idiotas [23].

3. Aspectos Sócio-Políticos da Controvérsia

Apesar de o Comunismo só ter se tornado uma ameaça real para os americanos depois do final da Primeira Guerra Mundial, não é despropositado fazer uma referência a ele. Alguns Fundamentalistas consideravam os efeitos da “Alta Crítica”, da teoria da “Evolução”, e do “Comunismo”, que, em nenhum dos casos, eles sequer entendiam direito, como semelhantes. A histeria anticomunista do após-guerra foi frequentemente utilizada por Fundamentalistas para angariar apoio e suporte para suas campanhas e cruzadas. Afirmavam coisas deste tipo:

“O Comunismo deliberadamente rejeita a Deus, ridiculariza as Escrituras Sagradas, e glorifica o poder. Não foi o Modernismo uma tentativa de reduzir Deus a uma força cósmica intangível e lançar dúvidas sobre a infalibilidade da Bíblia? O que é a evolução senão uma glorificação filosófica da brutalidade, da luta das bestas feras por sobrevivência?” [24]

Assim, na mente de muitos Fundamentalistas, a “Alta Crítica”, a Evolução e o Comunismo não passavam de agentes semeadores de descrença.

“Aplicando o rótulo de ‘Comunista’ a afirmações de biólogos e de pastores liberais, os Fundamentalistas achavam que eram capazes de capitalizar, em seu favor, isto é, em favor do Cristianismo ortodoxo, a corrente de medo que começou a ser gerada naquela época” [25].

4. Aspectos Éticos da Controvérsia

Esses, portanto, os três principais pontos atacados pelos Fundamentalistas.

Porém, é preciso dizer ainda uma palavra acerca de como os Fundamentalistas viam o efeito desses três aspectos sobre a moralidade. Ao questionar doutrinas e crenças que eram consideradas importantes por tanto tempo, os Modernistas estariam a destruir o Cristianismo também como uma força moral das pessoas e da nação americana no mundo de então. Os males sociais decorrentes da industrialização e da guerra foram, não raramente, depositados na porta dos Modernistas. Chegaram até a afirmar que a triste condição em que a Alemanha ficou ao final da Primeira Guerra Mundial era consequência do fato de que aquele país era a principal fonte de teologia modernista… [26]

5. Outras Considerações

Embora essas tenham sido as principais questões que desempenharam um papel importante na discussão, houve também fatores menores que, talvez, mereçam uma breve referência. Vou ser razoavelmente lacônico ao descreve-los.

A. O Problema de Comunicação

Nas interações verbais entre os dois lados da disputa, de um lado, faltaram cuidado e prudência e, de outro, sobraram provocação e exagero. É verdade que é extremamente difícil ser “frio” quando a situação é “quente”. . . Mas às vezes é necessário. Afirmações descuidadas e excessivamente radicais, o desejo de assumir o papel de “enfant terrible” nas discussões, o prazer de chocar, tudo isso não só não ajuda como impede real comunicação. Aqui os Modernistas talvez sejam mais culpados do que os Fundamentalistas. Seus comentários e observações não raro parecem ter tido o objetivo de provocar os Fundamentalistas, permitindo que eles os rotulassem como agnósticos ou ateus, e se aferrassem ainda mais em suas posições [27].

B. O Problema da Ignorância

Vários problemas teriam sido reduzidos em importância, ou mesmo desaparecido, se os envolvidos na discussão tivessem real conhecimento das questões acerca das quais se manifestavam. Na maior parte das vezes, o conhecimento, quando havia, era superficial. Se os Modernistas foram mais culpados no item anterior, aqui os Fundamentalistas carregam a maior parte da culpa. Boa parte deles se recusava a discutir adequadamente os desafios colocados para eles, não apenas porque sua fé era demasiado firme e inflexível, mas porque não conheciam suficientemente as questões envolvidas. Eis o que diz Furniss:

“Baseando-se em preconceitos e claramente demonstrando ignorância das questões em jogo, eles se engajavam no que parecia ser uma conversa entre surdos, acusando seus oponentes de coisas absurdas e revelando para com eles extrema intolerância, que só era capaz de resultar na defesa da necessidade de reprimir as ideias que rejeitavam” [28].

Para os Fundamentalistas, a teoria darwiniana da evolução se resumia na afirmação de que o homem descendia do macaco – nada mais, ponto final A maioria deles nunca havia lido um livro sequer sobre a teoria da evolução escrito por aqueles que propunham as teorias. Suas informações eram oriundas de fontes secundárias ou mesmo terciárias e quaternárias. Há, nos relatos da discussão, magníficos exemplos de ignorância fundamentalista dos assuntos sobre o qual havia controvérsia [29].

Além de não entender a teoria da evolução, que seria algo até desculpável (se eles não estivessem tão envolvidos em critica-la), os Fundamentalistas muitas vezes revelavam também ignorância dos problemas envolvidos na área teológica. Os Modernistas, em geral, estavam mais interessados em conhecer melhor as teses que defendiam. Mas a ignorância, ainda que maior em uma das partes, nunca ajuda o estabelecimento de diálogo e sempre contribui para que a discussão azede [30].

C. Algumas Características dos Fundamentalistas

Furniss sugere várias características dos Fundamentalistas que nos ajudam a entender o porquê de seu modo de agir.

A primeira característica que Furniss menciona é o medo – medo de perder a sua base política dentro da igreja, medo de perder suas crenças mais caras, enfim: os medos comuns de uma pessoa que se sente ameaçada.

A segunda característica mencionada por Furniss é a busca de certezas. A crença arraigada na inspiração divina da Bíblia, que, em muitos casos, beirava a crença na autoria literal da Bíblia por parte de Deus (os autores humanos agindo mais como amanuenses), e que, portanto, a Bíblia é inerrante e infalível, reflete esse desejo por certezas. Sua fé, baseada no seu entendimento da Bíblia, lhes dava a certeza da salvação e de um lugar no céu na vida futura. Essas crenças lhes davam forças em um mundo muitas vezes complicado. Era arriscado começar a questionar essa fé e, por fim, vê-la destruída, como sem dúvida frequentemente acontece.

A terceira característica é violência na linguagem. A cruzada fundamentalista era bastante emocional, com nenhum lugar para ponderação, comedimento e tolerância. O ataque por vezes abusivo aos Modernistas era uma válvula de escape para suas emoções [31]. Furniss chega até mesmo a comparar os Fundamentalistas com a Ku Klux Klan [32] — mas ele exagera aqui.

A quarta característica mencionada por Furniss é egoísmo: o Fundamentalista era incapaz de se colocar no lugar do outro – enquanto os Modernistas em geral haviam sido conservadores no passado.

Enfim… O conjunto dessas características contribui para gerar conflito, nunca para evita-lo ou, tendo ele iniciado, reduzi-lo [33].

D. O Caráter Organizacional do Movimento Fundamentalista

Os Fundamentalistas se viam como um movimento e se organizavam como tal – enquanto os Modernistas não prestavam tanta atenção a essa questão.

Por isso, quando os Fundamentalistas se convenceram que havia um conflito para valer, e que a permanência de sua tradicional estava em jogo, partiram para o tudo ou nada. Criaram associações, organizaram comitês, deram início a um programa de publicações (revistas, jornais, panfletos, etc.), foram de púlpito em púlpito convocando os fiéis para que resistissem ao Modernismo e o denunciassem, sempre que descobrissem um exemplo. Formaram uma organização gigantesca para lutar a guerra que se descortinava.

Por outro lado, os Modernistas observavam toda essa movimentação, mas não a combateram diretamente. Eis o que diz Furniss:

“Enquanto nos anos imediatamente antes e depois da Primeira Guerra Mundial os Fundamentalistas estavam formando e treinando seus batalhões, os Modernistas em geral ignoravam os sinais de descontentamento com a direção em que a igreja caminhava. Quando, depois de 1922, o Fundamentalismo floresceu de vez, os Modernistas se inclinaram a desdenha-lo, com um certo desprezo, achando que a planta que florescia logo secaria e morreria” [34].

E. A Primeira Guerra Mundial e seu Impacto no Debate

A melhor coisa aqui é mais uma vez citar Furniss:

“O impacto da Primeira Guerra Mundial sobre a nação americana contribuiu, de várias maneiras, para fortalecer a determinação dos Fundamentalistas de resistir às mudanças que os ameaçavam. Em primeiro lugar, a catástrofe levou muitos pastores a rejeitar o otimismo e a crença inevitável no progresso da humanidade que a teoria da evolução inspirava. A guerra levou muitos a acreditar que o fim dos tempos estava próximo. Em segundo lugar, o ódio aos inimigos que a guerra produziu, e que era considerado normal e natural, foi em parte transferido para os inimigos dentro da igreja, tornando o embate mais amargo. Em terceiro lugar, os Fundamentalistas associaram o Modernismo, inspirado, em muitos casos, por teólogos alemães, à filosofia, que eles criam materialista, esposada pelo governo alemão” [35].

6. Conclusão Deste Capítulo Introdutório

Esta, portanto, a situação no virar do Século 19 para o Século 21. Foram esses os principais fatores que contribuíram para deflagrar a controvérsia mais quente, depois da Primeira Guerra Mundial.

No capítulo seguinte (o segundo, no trabalho original, o terceiro, aqui) vamos discutir as raízes mais concretas da controvérsia dentro da Igreja Presbiteriana do Norte na segunda metade do Século 19. Daremos, portanto, uma marcha-à-ré, antes de discutir em detalhe a controvérsia no início do Século 20.

NOTAS (continuação do artigo anterior)

[17]      O leitor interessado encontrará um relato sensato desses desafios da ciência ao pensamento protestante em John Dillenberger, Protestant Thought and Natural Science: A Historical Study (Abingdon Press, Nashville e New York, 1960).

[18]        Novamente o leitor interessado poderá consultar Dillenberger, op.cit., pp.213-253.

[19]        Dillenberger, op.cit., pp.213-214.

[20]        Dillenberger, op.cit., pp.219-220.

[21]        Citado por Dillenberger, op.cit., p.217.

[22]        Dillenberger, op.cit., p.222.

[23]      Uma amostra interessante da lógica fundamentalista pode ser encontrada em John Roach Straton, The Famous New York Fundamentalist-Modernist Debates: The Orthodox Side (George H. Doran Co., New York, 1924-25), p.113: “Meus amigos, vou em primeiro lugar dizer algo que é mais divertido do que sério. Fico contente que meu oponente tenha finalmente colocado o meu nome no lugar do nome do Sr. Bryan [William Jennings Bryan]. Desta forma tenho o direito de defender o meu apêndice caudal. Minha defesa é esta: Meu caro oponente tem toda a liberdade de, querendo, acreditar que ele próprio tem, como ascendente, a linhagem que ele vem discutindo. Mas ele não tem direito de tentar me caracterizar como macaco! Se ele desejar, pode admitir que sua família tem características simiescas, mas eu confesso que sou mais exigente. Tenho orgulho de meus ancestrais. Nós tivemos cinco crianças na minha família e eu ainda tento incutir-lhes a verdade de que não tem ser portadores de falso orgulho. No entanto, é verdade que o sangue conta e que eles possuem, em seus ancestrais, um nome que precisam fazer por merecer. Não quero ser obrigado a dizer-lhes: ‘Pois bem, embora seja verdade que, do lado de sua mãe, vocês descendam dos Hillyers e Greens de Georgia, e, do lado de minha mãe, dos Carters e Less de Virginia, e, do lado do meu pai, dos Douglasses e Stratos da Escócia, lembrem-se de que, se vocês pesquisarem mais para trás, vão ter de dar a mão a um gorila, como o seu tataravô!’” Atrás da tentativa de ser engraçado, há um real raciocínio fundamentalista.

[24]        Furniss, op.cit., p.18.

[25]     Furniss cita ainda, em op.cit., p.18, o livro Inspiration or Evolution, de W. B. Riley (Union Gospel Press, Cincinatti, 1926), que afirma, na p.102: “Se alguém imagina que o Sovietismo não tem agentes e representantes inteligentes neste país, ele não sabe do que está falando. Seus maiores líderes são aqueles professores de nossas universidades modernas que são materialistas naturais em sua concepção do universo, e que, em sua devoção à teoria de Darwin, ousam destronar a Deus, bem na frente daqueles que o adoram”.

[26]      Furniss também cita, em op.cit., p.18, o livro The Predicament of Evolution, de G. McCready Price (Southern Publishing Association, Nashville, 1925), que afirma, na p.116: “O fato é que o Socialismo Marxiano e a crítica radical da Bíblia . . . atualmente andam de mãos dadas com a doutrina da evolução orgânica para destruir as ideias de moralidade . . . sobre as quais a civilização Ocidental tem sido construída durante os últimos mil anos”. Straton, op.cit., p.122, também apresenta sua conclusão sobre o assunto: “Evolução Imoral – Há outro ponto em que se pode provar que a Bíblia é a verdadeira e a Evolução, falsa: a área de influência moral. Não há a menor dúvida de que a filosofia evolucionária é uma teoria brutalizante e essencialmente imoral, totalmente contrária ao ensinamento bíblico. Eu defendo a tese, que considero auto-evidente, que nada pode ser filosoficamente verdadeiro se for moralmente falso. A verdade é uma unidade, e nada pode ser certo, na esfera intelectual, se for errado, na esfera moral. A teoria da evolução é eticamente errada, e, por isso, não pode ser filosoficamente certa”.

[27]     Compare-se Furniss, op.cit., pp.18-20. Comparem-se também as Minutes of the General Assembly of the Presbyterian Church in the USA da reunião do ano de 1926, Parte I, p.72, número 5.

[28]    Furniss, op.cit., p.20.

[29]   Vide Furniss, op.cit., pp.20-21, que fornece diversos exemplos. Vide também, a respeito disso, o roteiro, muito bem escrito, do filme Inherit the Wind [título em Português: O Vento Será a Tua Herança – nota acrescentada em 3/8/ 2014], em sua versão de 1960 (há mais de uma filmagem do episódio), que conta a história do famoso Julgamento de John Thomas Scopes, em 1925, em Dayton, TN. O filme, que retrata um caso verídico, um jovem professor de Biologia é processado por ensinar a evolução em sala de aula, contém inúmeros exemplos da ignorância fundamentalista. E isso apesar de o promotor convidado, que conduziu o processo contra Scopes, ser ninguém menos do que William Jennings Bryan, um dos maiores expoentes do presbiterianismo conservador, presbítero da Igreja Presbiteriana do Norte, candidato derrotado para a presidência da Assembleia Geral da PCUSA, e três vezes (1896, 1900, e 1908) candidato derrotado à Presidência da República pelo Partido Democrata. Bryan ainda foi Secretário de Estado no governo do presidente Woodrow Wilson (1913-1915) e, por dois mandatos (eleito em 1890 e 1892), Deputado Federal, representando o estado de Nebraska. No filme Fredric March faz magistralmente o papel de Bryan (que morre logo depois de concluído o julgamento), enquanto Spencer Tracy faz o papel do advogado de defesa, também convidado, pago por um jornal do Leste dos Estados Unidos, o famoso Clarence Darrow, patrocinador de causas perdidas. Ele de fato perdeu a causa em primeira instância e seu cliente foi condenado a pagar uma multa de um dólar. Mas ele resolveu recorrer e a Corte Suprema do Estado reverteu a decisão de primeira instância, dando ganho de causa a Scopes.

[30]         Compare-se Furniss, op.cit., pp.19-23 e 38-41.

[31]         Compare-se Furniss, op.cit., pp.36-37.

[32]          Compare-se op.cit., pp.37-38.

[33]          Compare-se Furniss, op.cit., pp.35-45.

[34]          Op.cit., p.32.

[35]          Op.cit., p.23.

Transcrito aqui em São Paulo, 4 de Agosto de 2014.

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