A Estrutura das Institutas da Religião Cristã, de João Calvino

Macro-Estrutura

Livro Um: O conhecimento de Deus, o Criador  (18 capítulos)

Livro Dois: O conhecimento de Deus, o Redentor em Cristo, primeiramente revelado aos pais no regime da Lei e, depois, revelado a nós, no regime do Evangelho (17 capítulos)

Livro Três: A forma do recebimento da graça de Cristo: os benefícios decorrentes desse recebimento e os efeitos que ele produz (25 capítulos)

Livro Quatro: Os meios ou auxílios externos pelos quais Deus nos convida a entrar na Sociedade de Cristo e nos mantém lá (20 capítulos)

Ao todo, quatro livros e 80 capítulos.

Micro-Estrutura: A Estrutura de cada um dos Quatro Livros

LIVRO UM: O Conhecimento de Deus, o Criador  (18 Capítulos)

Capítulo I: O conhecimento de Deus e o conhecimento de nós mesmos são conectados. Como eles são interrelacionados.

Capítulo II: O que significa conhecer a Deus e quais os propósitos que o conhecimento dele tente a servir.

Capítulo III: O conhecimento de Deus foi naturalmente implantado na mente dos homens.

Capítulo IV: Esse conhecimento [natural de Deus] é ou superficial ou corrompido, em parte pela ignorância, em parte pela malícia

Capítulo V: O conhecimento de Deus transparece na formação do universo e na governança contínua dele.

Capítulo VI: A Escritura é necessária como guia e mestre para quem quer conhecer o Deus, Criador.

Capítulo VII: A Escritura deve ser confirmada pelo testemunho do Espírito. Assim a sua autoridade é estabelecida como certa. É uma falsidade maléfica a afirmação de que a autoridade da Escritura depende do julgamento da Igreja.

Capítulo VIII: Até onde a razão é capaz de chegar, constata-se a existência de provas firmes que estabelecem a credibilidade da Escritura.

Capítulo IX: Fanáticos, abandonando a Escritura e buscando [novas] revelações, abandonam os princípios da piedade.

Capítulo X: A Escritura, para corrigir toda superstição, defende a existência de apenas o Deus verdadeiro, em contraposição a todos os deuses dos gentios.

Capítulo XI. É indevido atribuir uma forma visível a Deus, e quem cria e adora ídolos revolta-se contra o verdadeiro Deus.

Capítulo XII: Como Deus se distingue dos ídolos, do modo que honra perfeita possa ser dada a ele apenas.

Capítulo XIII: Na Escritura, da criação em diante, ensina-se a essência única de Deus, que contém três pessoas.

Capítulo XIV: Mesmo na criação do universo e de todas as coisas, a Escritura, através de marcas inconfundíveis, distingue o verdadeiro Deus dos deuses falsos.

Capítulo XV: Discussão da natureza humana, como era ao ser criada, bem como das faculdades da alma, da imagem de Deus, da liberdade do arbítrio, e da integridade original da natureza do homem.

Capítulo XVI: Deus, por seu poder, nutre e mantém o mundo criado por ele, e governa suas diferentes partes através de sua providência.

Capítulo XVII: Como devemos aplicar essa doutrina de modo a auferir dela o maior benefício.

Capítulo XVIII: Deus usa as obras dos ímpios e constrange sua mente de modo a que executem os seus juízos, a fim de que ele permaneça puro de qualquer mancha.

LIVRO DOIS: O conhecimento de Deus, o Redentor em Cristo, primeiramente revelado aos pais no regime da Lei e, depois, revelado a nós, no regime do Evangelho (17 capítulos)

Capítulo I: Pela queda e revolta de Adão a totalidade da raça humana foi entregue à maldição, e degenerou-se de sua condição original; a doutrina do pecado original.

Capítulo II: O homem agora ficou privado de seu livre arbítrio e ficou preso a uma miserável servidão.

Capítulo III: Somente coisas condenáveis fluem da natureza corrompida do homem.

Capítulo IV: Como Deus opera no coração do homem.

Capítulo V: Refutação de objeções comumente apresentadas em defesa do livre arbítrio.

Capítulo VI: O homem caído deve buscar redenção em Cristo.

Capítulo VII: A Lei foi dada, não para restringir, sob si, as pessoas participantes da Velha Aliança, mas para manter acesa a esperança de salvação em Cristo até a sua vinda.

Capítulo VIII: Explicação da Lei Moral (os Dez Mandamentos).

Capítulo IX: Cristo, embora fosse conhecido dos judeus sob a Lei, foi finalmente revelado de modo claro somente no Evangelho.

Capítulo X: A Semelhança entre o Antigo e o Novo Testamentos.

Capítulo XI: A Diferença entre os dois Testamentos.

Capítulo XII: Cristo se tornou homem a fim de realizar o Ofício de Mediador.

Capítulo XIII: Cristo assumiu a verdadeira substância da carne humana.

Capítulo XIV: Como as duas naturezas do Mediador constituem uma pessoa.

Capítulo XV: Conhecer o propósito para o qual Cristo foi enviado pelo Pai, e o que ele conferiu sobre nós, devemos olhar acima de tudo às três coisas nele: O Ofício Profético, a Realeza, e o Sacerdócio.

Capítulo XVI: Como Cristo realizou a função de Redentor para adquirir a nossa salvação. Aqui, também, sua morte e sua ressurreição são discutidas, bem como sua ascensão ao céu.

Capítulo XVII: Cristo correta e apropriadamente disse ter merecido a graça de Deus e a salvação para nós.

LIVRO TRÊS: A forma do recebimento da graça de Cristo: os benefícios decorrentes desse recebimento e os efeitos que ele produz (25 capítulos)

Capítulo I: As coisas ditas acerca de Cristo nos beneficiam pela ação secreta do Espírito Santo.

Capítulo II: Fé: Sua definição é apresentada e suas propriedades, explicadas.

Capítulo III: Nossa regeneração pela fé: Arrependimento.

Capítulo IV: Como tudo aquilo que os Sofistas alardeiam acerca do arrependimento em suas escolas está distante da pureza do Evangelho; Discussão da confissão e satisfação.

Capítulo V: Os suplementos que eles acrescentam às satisfações, a saber, indulgências e purgatório.

Capítulo VI: A vida do homem cristão; e, primeiro, através de que argumentos a Escritura nos impele para ela.

Capítulo VII: O resumo da vida cristã: a negação de nós mesmos.

Capítulo VIII: Carregar a cruz, uma parte da autonegação.

Capítulo IX: Meditação sobre a vida futura.

Capítulo X: Como devemos usar a vida presente e seus auxílios.

Capítulo XI: Justificação pela fé: Primeiro, a definição da palavra e daquilo a que ela se refere.

Capítulo XII: Devemos levantar nossas mentes para o trono de julgamento de Deus, a fim de que possamos ficar convictos de sua justificação gratuita.

Capítulo XIII: Duas coisas a serem notadas acerca da justificação gratuita.

Capítulo XIV: O início da justificação e seu progresso contínuo.

Capítulo XV: A jactância acerca dos méritos das obras destrói o nosso louvor de Deus por ter nos concedido justiça, bem como a nossa certeza da salvação.

Capítulo XVI: Refutação das falsas acusações através das quais os Papistas tentam tornar essa doutrina odiável.

Capítulo XVII: A concordância entre as promessas da Lei e do Evangelho.

Capítulo XVIII: Justiça com base em obras é inferida de forma errônea da recompensa.

Capítulo XIX: A liberdade cristã.

Capítulo XX: Oração, que é o principal exercício da fé, pela qual nós recebemos diariamente os benefícios de Deus.

Capítulo XXI: Eleição eterna, qual Deus predestinou alguns para a salvação, outros para a destruição.

Capítulo XXII: Confirmação dessa doutrina a partir dos testemunhos da Escritura.

Capítulo XXIII: Refutação das falsas acusações que essa doutrina tem sempre injustamente carregado.

Capítulo XXIV: Eleição é confirmada pelo chamado de Deus; Além disso, os maus trazem sobre si mesmos a justa destruição para a qual estão destinados.

Capítulo XXV: A ressurreição final.

LIVRO QUATRO: Os meios ou auxílios externos pelos quais Deus nos convida a entrar na Sociedade de Cristo e nos mantém lá (20 capítulos)

Capítulo I: A verdadeira Igreja com a qual devemos nos manter unidos, como se ela fosse a mãe de todos os piedosos.

Capítulo II: Uma comparação entre a Igreja falsa e a Igreja verdadeira.

Capítulo III: Os doutores e ministros da Igreja, sua eleição e seu ofício.

Capítulo IV: A condição da Igreja antiga e o tipo de governança que ela teve, antes do papado.

Capítulo V: A forma de governança antiga foi destituída pela tirania do papado.

Capítulo VI: A primazia da sé de Roma.

Capítulo VII: A origem e o crescimento do papado romano até que ele se elevou a tal altura que a liberdade da igreja foi oprimida e toda e qualquer limite a ele foi eliminado.

Capítulo VIII: O poder da igreja com respeito aos Artigos de Fé; e como, no papado, incontido por limites, a Igreja foi levada a corromper toda a pureza da doutrina.

Capítulo IX:  Os concílios e sua autoridade.

Capítulo X: O poder de criar leis, pelas quais o papa, com a ajuda dos que o apoiam, exerceu a mais selvagem tirania e violência sobre as almas.

Capítulo XI: A jurisdição da Igreja e o seu abuso, como visto no papado.

Capítulo XII: A disciplina da Igreja: seu uso principal em censuras e excomunhões.

Capítulo XIII: Votos: e como qualquer um que os fez apressadamente acabou miseravelmente enroscado neles.

Capítulo XIV: Os sacramentos.

Capítulo XV: O batismo.

Capítulo XVI: O batismo de crianças está de acordo com a instituição de Cristo e com a natureza desse sinal.

Capítulo XVII: A sagrada Ceia de Cristo, e o que ela nos traz.

Capítulo XVIII: A missa papal, um sacrilégio que não apenas profana a Ceia de Cristo, mas também a aniquila.

Capítulo XIX: As cinco outras cerimônias, falsamente denominadas sacramentos; embora geralmente consideradas sacramentos, é possível provar que não são tal coisa, mostrando-se qual é sua verdadeira natureza.

Capítulo XX: O governo civil.

Em São Paulo, 3 a 5 de Setembro de 2014

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