A Questão do Cânon do Velho Testamento

1.    O Termo “Cânon”

O termo “cânon” em Português nos vem do Grego, através do Latim. A palavra grega κανών se referia, originalmente, a uma vara reta usada para medir, isto é, para servir de referência nas mensurações de tamanho ou distância. O cânon era, então, basicamente aquilo que os mais antigos dentre nós, e mesmo hoje, os carpinteiros, chamavam “metro”, e que hoje, em formato um pouco diferente, se denomina “trena”.  Um “cânon”, nesse sentido, seria, portanto, uma referência padrão usada para medir tamanhos ou distâncias. Com o tempo o termo se descolou de seu contexto original e de seu significado primeiro e se tornou equivalente a “referência padrão”, em sentido genérico, ou a qualquer “padrão de referência”.

O uso cristão do termo, derivado do Grego, através do Latim (em que a palavra se grafa canon), língua em que o termo tinha o mesmo sentido original da palavra em Grego, “cânon” veio significar o “padrão de referência” para a revelação divina. Especificamente, o termo veio a ser aplicado à lista daqueles livros que a tradição cristã considerava como “padrão” para determinar o que era e o que não era reconhecido como revelação divina, ou o que ficava dentro e o que ficava fora de suas Escrituras Sagradas – a Bíblia [1].

Como é amplamente sabido, as Escrituras Sagradas dos cristãos têm duas partes: o Velho Testamento e o Novo Testamento. Assim, a questão da definição da lista dos livros que fazem parte do Velho Testamento e do Novo Testamento deve ser tratada em dois capítulos distintos, pois cada uma dessas listas passou por um processo diferente.

2. O Cânon do Velho Testamento

É uma questão disputada até hoje se, na época em que Jesus estava vivo, a questão da definição do cânon do Velho Testamento estava definitivamente resolvida… Parece que a melhor resposta é: não exatamente. Ou, então, se estava, a resolução da questão havia optado por reconhecer a existência de dois cânones: um palestino (que regulava o Velho Testamento em Hebraico) e outro alexandrino (que regulava o Velho Testamento em Grego).

Vamos ver por quê.

A. Os 22 Livros da Bíblia Hebraica em Hebraico

Jesus era judeu e morava na Palestina. O Cristianismo surgiu na Palestina como uma seita judaica. Jesus era chamado de “O Nazareno” (o que vem de Nazaré). É de esperar, portanto, que Jesus e os primeiros cristãos, Paulo entre eles, aceitassem a autoridade dos mesmos livros na área religiosa que seus coirmãos, os Judeus palestinos.

Infelizmente, nem os Judeus da Palestina daquele tempo, nem Jesus, nem Paulo, nem os demais discípulos, nem algum cristão do primeiro século de nossa era, nos deixaram uma lista clara e precisa de quais eram esses livros que a comunidade judaica e cristã primitiva aceitavam como fonte de autoridade.

Além do mais, como regra, tanto Jesus como os apóstolos se referiam à Bíblia Judaica, não em termos de livros individuais, mas, sim, em termos de blocos de livros: A Lei, os Profetas e os Salmos (vide Lucas 24:44) – ou, então, simplesmente como “A Escritura” (João 3:22 e 13:18).

A primeira categoria (A Lei) às vezes é mencionada simplesmente como “Moisés”, porque se acreditava que Moisés havia escrito os cinco primeiros livros da Bíblia (o Pentateuco, que continha a Lei). Vide Lucas 16:29, em que se faz referência apenas a “Moisés e os Profetas”. Por Moisés, aqui, se subentende “A Lei de Moisés”. Nessa passagem, a terceira categoria, que Jesus chama de Salmos (Lucas 24:44), não é nem sequer mencionada.

Apesar das dificuldades, é possível pressupor, com base em escritos do final do primeiro e começo do segundo século (Flávio Josefo, por exemplo, e Filo de Alexandria, especialmente), que já havia, na época de Jesus, um cânon da Bíblia Judaica que incluía livros escritos e disponíveis em Hebraico que eram considerados sagrados e aceitos como fonte de autoridade pelos Judeus da Palestina no primeiro século.

Há certa disputa sobre quais são os livros desse cânon (se 22 ou 24) e como estavam agrupados e ordenados.

O historiador Flávio Josefo, que morreu na passagem do primeiro para o segundo século [2], escreveu,  em sua obra Contra Apion, cuja data é fixada em depois entre 94 e 100 AD (este o ano de sua morte) [3], que os judeus consideravam como fonte de autoridade “apenas 22 livros”, que ele agrupa da seguinte forma:

  • Os Livros de Moisés, ou A Lei (que ele esclarece serem cinco);
  • Os Livros Históricos e Proféticos (que ele esclarece serem treze); e
  • Os Livros Restantes (que ele esclarece serem quatro e sobre os quais afirma que contêm “hinos a Deus” e “princípios de vida”.

Ou seja, no total, 22. [4]

A terceira categoria é às vezes mencionada como “Hagiógrapha”, ou “Escritos Sagrados” – dos quais o livro dos Salmos era o mais proeminente.

Essa Bíblia Hebraica, segundo nos informa Flávio Josefo, com alguma comprovação de outros, continha, portanto, quando do fechamento do cânon da Bíblia Hebraica (ou Bíblia Palestina), 22 livros, que, provavelmente, seriam os seguintes:

  • Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio (os cinco Livros da Lei);
  • Josué, Juízes/Ruth, Samuel (1+1), Reis (1+1), Crônicas (1+1), Esdras/Neemias, e Ester (os sete Livros Históricos);
  • Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos (os cinco Livros Poéticos e de Sabedoria);
  • Isaías, Jeremias/Lamentações, Ezequiel, Daniel e Profetas Menores (cinco Livros Proféticos, sendo quatro Livros dos Profetas Maiores e 1 livro contendo todos os doze Profetas Menores, a saber: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias).

Somando-se, temos 22 livros em três conjuntos de cinco livros e um conjunto de sete livros. Registre-se que há muita divergência quanto à ordem e quanto ao agrupamento – este aqui proposto sendo o mais razoável, na minha opinião.

Na verdade, as controvérsias não envolvem apenas a ordem e o agrupamento: envolvem até mesmo o número total, que alguns afirmam ser, com base na tradição rabínica, ou, pelo menos, uma boa parte da tradição rabínica, 24, e não 22. Mas isto se dava simplesmente porque alguns dos livros agrupavam dois livros (Juízes/Ruth e Esdras/Neemias, por exemplo) [5].

Que o número mais aceito é 22 é corroborado também por várias tradições rabínicas que hoje parecem bastante implausíveis, a saber:

  • 22 é o número de letras do alfabeto hebraico;
  • 22 são os trabalhos realizados por Deus durante os seis dias da criação;
  • 22 são as gerações de Adão a Jacó… [6]

B. Como se Chegou de 22 a 39?

Como, a partir de 22 livros, se chega aos 39 do Velho Testamento da chamada Bíblia Protestante, que segue, no que diz respeito ao Velho Testamento, a Bíblia Hebraica?

Basicamente, da seguinte forma (ou de alguma outra forma muito semelhante):

  • Os doze Profetas Menores do Velho Testamento da Bíblia Protestante contam como apenas um livro na Bíblia Hebraica; com isso aumentam-se 11 livros aos 22, trazendo-os a 33;
  • Os livros de Samuel, Reis e Crônicas, que são divididos em dois livros, cada, no Velho Testamento da Bíblia Protestante, não eram assim divididos na Bíblia Hebraica; dividindo-os, eles passam de 3 para 6, e chega-se ao número de 36;
  • Rute, que era um apêndice a Juízes se tornou um livro independente; Lamentações, que era um apêndice a Jeremias, se tornou um livro independente; e Neemias , que era um apêndice a Esdras, se tornou um livro independente; com isso, chega-se, de 36, ao número 39.

Os 22/39 livros do Velho Testamento em Hebraico certamente já estavam todos escritos na época em que Jesus viveu. A Bíblia Hebraica (isto é, o Velho Testamento da Bíblia Cristã), portanto, era composta de 22, livros, na contagem dos Judeus, e 39 livros na contagem dos Reformadores e da Bíblia Protestante).

Mas entre a Bíblia Hebraica dos Judeus e o Velho Testamento da Bíblia Protestante houve dois outros desenvolvimentos (sem contar o aparecimento do Novo Testamento). A Bíblia Protestante será discutida abaixo, na seção E.

C. A Septuaginta, ou a Bíblia Hebraica em Grego

O primeiro desses desenvolvimentos é a chamada Septuaginta – tradução da Bíblia Hebraica para o Grego, feita por Judeus Helenistas, entre os anos 250 e 150 AC  [7]. Essa tradução, além de incluir os 22 livros (na realidade 39) da Bíblia Judaica em Hebraico, incluiu na Bíblia (no Velho Testamento) vários livros adicionais, entre os quais estavam os sete livros que hoje são chamados de Apócrifos ou Deuterocanônicos: Tobias, Judith, 1o Macabeus e 2o Macabeus (entre os Livros Históricos), Sabedoria e Eclesiástico (entre os Livros Poéticos ou de Sabedoria) e Baruque (entre os Profetas Maiores).

Com esses sete livros adicionais, o Velho Testamento passa a ter, na Septuaginta, os 46 livros (39+7) que posteriormente foram incluídos na Vulgata Latina (como veremos na seção seguinte, D), os quais são considerados canônicos pelos Católicos Romanos desde o século 5, quando a sua tradução para a Vulgata foi concluída [8]. A adoção da Vulgata como versão oficial da Bíblia da Igreja Católica foi tomada pelo Concílio de Trento, referendando assim uma prática mais do que milenar. Os 46 livros constituem o Velho Testamento da popularmente chamada Bíblia Católica, como se virá adiante, na Seção F.

D. A Vulgata, ou a Bíblia (Velho e Novo Testamento) em Latim

No Século V a Septuaginta, que a essa alturas já incluía também os livros do Novo Testamento, que iremos discutir no capítulo seguinte, foi traduzida para o Latim (com o Velho Testamento incluindo os 46 livros) [9].

A tradução da Septuaginta para a Vulgata foi feita e coordenada por São Jerônimo, que a concluiu por volta de 382 AD. No Concílio de Trento, no século 16, a Vulgata foi confirmada como a Bíblia Oficial da Igreja Católica [10].

E. O Velho Testamento dos Reformadores

Os Reformadores do Século XVI optaram por rejeitar os acréscimos feitos pela Septuaginta à edição em Hebraico da Bíblia Judaica. O Velho Testamento voltou a ter, para eles, apenas 39 livros (ou 22, na forma de agrupa-los da Bíblia Judaica).

São estes os 39 livros do Velho Testamento segundo os Reformadores:

  • Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio (os cinco Livros da Lei);
  • Josué, Juízes, Ruth, 1o Samuel, 2o Samuel, 1o Reis, 2o Reis, 1o Crônicas, 2o Crônicas, Esdras, Neemias, e Ester (os doze Livros Históricos);
  • Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos (os cinco Livros Poéticos e de Sabedoria);
  • Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel e Profetas Menores (os Profetas Maiores), e Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias (os doze Profetas Menores) – (total 17 Livros Proféticos).

Até hoje essa decisão é reconhecida pelos Protestantes.

F. O Velho Testamento da Igreja Católica

No Concílio de Trento (1545-1563) a Igreja Católica, em oposição aos Protestantes, convalidou os sete livros acrescentados ao Velho Testamento da Bíblia Hebraica pela Septuaginta e contidos na Vulgata como parte do Velho Testamento [11]. Dessa forma, o Velho Testamento reconhecido pela Igreja Católica tem 46 livros, 7 a mais do que o Velho Testamento reconhecido pelas Igrejas Protestantes.

  • Os cinco livros da Lei de Moisés, a saber: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, e Deuteronômio [5];
  • Os quatorze livros Históricos: Josué, Juízes, Rute, 1o Samuel, 2o Samuel, 1o Reis, 2o Reis, 1o Crônicas, 2o Crônicas, Esdras, Neemias, Ester; mais Tobias, Judite, 1o Macabeus e 2o Macabeus (Deuterocanônicos) [12+4=16];
  • Os sete livros Poéticos; Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos; e mais Sabedoria e Eclesiástico (Deuterocanônicos) [5+2=7];
  • Os Profetas, num total de 18, sendo cinco Profetas Maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel; e os doze Profetas Menores: Oseias, Joel, Amos, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, e Malaquias; mais Baruque (Deuterocanônico). [17+1=18].

Até hoje essa decisão é reconhecida pelos Católicos. Registre-se que a Igreja Católica opta por chamar de Deuterocanônicos  — ou canônicos numa segunda etapa —  os sete livros que os Protestantes e os Judeus consideram Apócrifos, e faz isso porque ela os reconhece como canônicos, ma non troppo…  Eles foram canonizados, por assim dizer, na repescagem…

G. O Velho Testamento na Igreja Ortodoxa

Como, de certo modo, seria de esperar, a Igreja Ortodoxa, que por muito tempo usou o Grego como sua língua oficial, optou por usar o cânon da Septuaginta e não o cânon dos Judeus Palestinos. Mas ela adota quatro livros a mais do que a Igreja Católica.

Os acréscimos são:  II Esdras, Carta de Jeremias, III Macabeus, IV Macabeus – e os acréscimos a Ester e a Daniel. O livro de Salmos também inclui mais um salmo: o 151.

Eis, na tabela a seguir , o cânon da Igreja Ortodoxa, classificado pelas categorias que já vimos, retirado do Portal Orthodox Wiki [12]:

 “A Lei” (Ou O Pentateuco)

1.      Gênesis | 2. Êxodo | 3. Levítico | 4. Números | 5. Deuteronômio
Livros Históricos
6. Josué | 7. Juízes | 8. Ruth
9. I Reis | 10. II Reis | 11. III Reis | 12. IV Reis
13. I Crônicas | 14. II Crônicas | 15. I Esdras | 16. II Esdras
17. Neemias | 18. Tobias | 19. Judith | 20. Ester (com adições)
21. I Macabeus | 22. II Macabeus | 23. III Macabeus
Livros Poéticos e de Sabedoria
24. Jó | 25. Salmos | 26. Provérbios
27. Eclesiastes | 28. Cântico dos Cânticos
29. Sabedoria de Salomão | 30. Eclesiástico
Os Profetas
Os Profetas Menores

31. Oseias | 32. Amós | 33. Miqueias | 34. Joel | 35. Obadias | 36. Jonas
37. Naum | 38. Habacuque | 39. Sofonias | 40. Ageu | 41. Zacarias
42. Malaquias

Os Profetas Maiores

43. Isaías | 44. Jeremias  | 45. Baruque | 46. Lamentações
47. Carta de Jeremias  | 48. Ezequiel | 49. Daniel (com adições)

Apêndice

50. IV Macabeus

 H. Algumas Considerações

Mesmo uma introdução ainda que sumária e superficial à questão do cânon do Velho Testamento já nos permite levantar uma série de problemas.

Em primeiro lugar, chama a atenção o fato de que até hoje, dois mil anos depois do surgimento do Cristianismo, os principais blocos da Igreja Cristã não concordam entre si acerca de qual é o cânon do Velho Testamento. Dos três principais blocos, os Protestantes são os únicos que aceitaram o Velho Testamento da Bíblia Hebraica dos Judeus da Palestina, tal e qual. A Igreja Católica decidiu  adotar como parte do cânon do Velho Testamento sete dos vários livros que lhe foram acrescentados pela Septuaginta. O cânon do Velho Testamento da Igreja Ortodoxa difere do cânon dos Católicos e dos Protestantes (embora esteja mais perto do cânon da Igreja Católica). O Cristianismo, portanto, tem, ainda hoje, três versões diferentes do cânon do Velho Testamento. A Igreja Católica, ao chamar os sete livros que ela acrescentou à Bíblia Hebraica de deuterocanônicos, e não simplesmente de canônicos, demonstra que eles talvez não mereçam aceitação no mesmo plano que os outros 39. Mas ela se recusa a chama-los Apócrifos.

Em segundo lugar, é importante salientar que todos os três blocos aceitam os 39 livros da Bíblia Hebraica, divergindo apenas naquilo que lhes acrescentam. Os Protestantes não acrescentam nada; os Católicos acrescentam sete livros. Os Ortodoxos, além dos 39, aceitam os sete que os Católicos aceitam, mas também aceitam outros quatro livros que os Católicos rejeitam.

Em terceiro lugar, o desenvolvimento do cânon na história cristã nos ensina importantes lições. Em todas as épocas houve gente de ortodoxia insuspeita que se recusou a aceitar como canônico algum livro que foi oportunamente declarado canônico. Atanásio se recusou a aceitar o livro de Ester como parte do cânon. Vários respeitados Pais da Igreja aceitaram como canônicos livros que foram colocados para fora do cânon. O próprio Calvino, em pleno século 16, cita o livro Sabedoria (de Salomão), que faz parte do Cânon Católico, mas não do Cânon Protestante. E assim vai. O processo de busca de consenso é difícil – razão pela qual o consenso continua a ser uma miragem. Esse fato deve ser encarado com o devido respeito: é possível que tenha entrado no cânon algum livro não inspirado por Deus e que tenha ficado de fora algum que era inspirado…  Embora tenham existido e ainda existam vários cristãos que acreditam na inspiração verbal ou plenária da Escritura, e em sua inerrância e infalibilidade, ninguém, que eu saiba, ousou afirmar que os cristãos que tomaram decisões que resultaram na existência de três cânones diferentes tenham sido objeto de igual inspiração.

Em quarto lugar, os manuscritos mais antigos e confiáveis do texto do Velho Testamento que estão disponíveis distam vários séculos dos eventos que eles descrevem e diferem em muitos aspectos uns dos outros. Por mais confiável que ele tenha sido, o processo de copiagem de manuscritos certamente resultou na inserção de erros e falhas mesmo em manuscritos presumidos como totalmente verazes em sua versão original.

Em quinto lugar, se o processo de copiagem pode permitir a inserção de erros no texto, quanto mais o fará o processo de tradução.

Tudo isso nos sugere que devemos ser humildes e modestos nas reivindicações que fazemos que dependem, como fundamentação, exclusivamente do texto bíblico.

Em São Paulo, 22 de Setembro de 2015.

Notas

[1] Para uma discussão dessas questões preambulares, vide F. F. Bruce, O Cânon das Escrituras: Como os livros da Bíblia Vieram a ser Reconhecidos como Escrituras Sagradas (tradução do Inglês por Carlos Osvaldo Pinto, Editora Hagnos, São Paulo [1988] 2011), 17-23.

[2] Vide https://en.wikipedia.org/wiki/Josephus/.

[3] Vide https://en.wikipedia.org/wiki/Against_Apion/.

[4] Bruce, op.cit., 31-32. Vide também o tratamento mais exaustivo da questão em Duane L. Christensen, “Josephus and the Twenty-Two-Book Canon of Sacred Scripture”, in Journal of the Evangelical Theological Society – JETS 29/1 (March 1986), 37-46.

[5] Cp. Christensen.

[6] Apud Christensen, 38.

[7] Vide https://en.wikipedia.org/wiki/Septuagint/. Vide também Christensen, 41-50.

[8] “For over a thousand years (c. AD 400–1530), the Vulgate was the definitive edition of the most influential text in Western European society. Indeed, for most Western Christians, it was the only version of the Bible ever encountered. The Vulgate’s influence throughout the Middle Ages and the Renaissance into the Early Modern Period is even greater than that of the King James Version in English; for Christians during these times the phraseology and wording of the Vulgate permeated all areas of the culture. Aside from its use in prayer, liturgy and private study, the Vulgate served as inspiration for ecclesiastical art and architecturehymns, countless paintings, and popular mystery plays” – apud https://en.wikipedia.org/wiki/Vulgate/.

[9] Vide https://en.wikipedia.org/wiki/Vulgate/.

[10] Idem.

[11] Vide https://en.wikipedia.org/wiki/Council_of_Trent/ e https://history.hanover.edu/texts/trent.html/ — neste caso, Seção 4.

[12] http://orthodoxwiki.org/Old_Testament_Canon/

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