História da Igreja Cristã: Proposta de Periodização em Dez Blocos

NOTA: Periodizações da história envolvem um alto grau de preferência pessoal e subjetividade. Esta é uma periodização pessoal do autor deste artigo e não representa a periodização, nem a modularização, a serem seguidas na matéria História da Igreja, na qual o autor está envolvido, tanto a ministrada no Curso de Teologia em EAD da Fundação Eduardo Carlos Pereira (FECP), como a ministrada no Curso de Teologia Presencial da Faculdade de Teologia de São Paulo (FATIPI), ambas instituições pertencentes à Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB), da qual, registre-se o autor é membro.

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História da Igreja Cristã: Proposta de Periodização em Dez Blocos

  1. O Período Apostólico, 26/28-100: A pré-história e os primórdios; o Concílio de Jerusalém; as viagens missionárias de Paulo; o início do Novo Testamento com as cartas paulinas; Nero e a perseguição em Roma; a morte de Pedro e Paulo; a Guerra Judaico-Romana, a Queda de Jerusalém, a Destruição do Tempo, a Expulsão dos Judeus da Palestina; morre o último apóstolo e testemunha ocular da história.
  1. O Período Pós-Apostólico, 100-300: Apologistas e Pais da Igreja defendem o que consideram a verdade ortodoxa e atacam o que chamam de heresia; cinco principais conflitos: a. O Cristianismo é de curta ou longa duração? b. Eclesiologia: Sucessão Apostólica e a Pureza da Igreja; c. Cristologia: A Divindade de Jesus; d. Cabem ainda novas revelações? e. O Cânon: O que fica e o que não fica no Novo Testamento.
  1. Religião Perseguida, Religião Lícita e Religião Oficial, 300-476: A última grande perseguição; Constantino; a legalização do Cristianismo; o Concílio de Nicéia; a mudança da capital do Império para Constantinopla; Teodósio: o Cristianismo, a religião do Império; Pais da Igreja Gregos (os dois Gregórios) e Latinos (Jerônimo, Ambrósio, Agostinho); a Vulgata; o Concílio de Calcedônia, a questão da Trindade e da relação entre as duas naturezas de Jesus; Agostinho e a questão da vontade livre vs a vontade escrava; Agostinho e as Duas Cidades; o fim do Império Romano Ocidental.
  1. A Igreja Universal Gradualmente se Transforma em Duas, 476-1054: Papa Leão, o Grande; a Igreja preenche o vácuo deixado pelo fim do Império; a Igreja Ocidental, Latina e Católica vs a Igreja Oriental, Grega e Ortodoxa;aA invasão dos povos germânicos no Ocidente; Justiniano, no Oriente, codifica o Direito Canônico; o Monasticismo; Carlos Magno e a recriação do Império Romano (agora Sacro) no Ocidente; imperadores franceses e alemães; Os atritos entre a Igreja Imperial e o Império Ocidental; a questão da Investidura; A separação oficial da Igreja Ocidental Católica e da Igreja Oriental Ortodoxa.
  1. No Ocidente, o Fortalecimento do Papado e a Decadência da Igreja, 1054-1453: a Renascença Cultural Medieval,: Bonifácio; São Francisco de Assis; Inocêncio III; as Cruzadas; A redescoberta de Aristóteles; o surgimento das Universidades; Abelardo e o Escolaticismo; Tomás de Aquino, Doctor Angelicus, uma Igreja com dois Papas; a Guerra dos Cem Anos; a Peste Bubônica; o desafio Islâmico; Tentativas de reforma: John Huss e John Wycliffe; a Inquisição; William de Ockham e “As Duas Verdades”; Marcílio de Pádua e a questão política; o fim do Império Romano Oriental com a Queda de Constantinopla nas mãos dos Otomanos.
  1. A Renascença e a Reforma Protestante no Ocidente, 1453-1648: A redescoberta da cultura clássica; Martinho Lutero enfrenta o Papado: a Reforma em Alemão; João Calvino cria uma teologia reformada: A Reforma em Francês; A reforma na Inglaterra: A Reforma em Inglês; Os radicais reagem e querem uma reforma mais profunda: A Reforma Radical em Vários Lugares e Várias Línguas; a Igreja Católica reage: os Jesuítas e o Concílio de Trento; a Confissão de Fé de Westminster; John Knox e a Reforma na Escócia; a Reforma na Holanda; A Reforma cruza o Atlântico e chega à América; na Europa, a Guerra dos Trinta Anos; A Paz de Westfália.
  1. Os Conflitos Externos do Protestantismo, 1650-1940: A Ciência Moderna amadurece e confronta a fé como forma de conhecer o mundo; A crítica do Iluminismo ao Cristianismo; A Resposta Deísta; A Resposta Fideísta; A Resposta Liberal; O Concílio Vaticano I e o Modernismo Católico; O Debacle do otimismo liberal.
  1. Os Conflitos Internos do Protestantismo, 1650-1940: Arminianos vs. Calvinistas Ortodoxos; Calvinistas Escolásticos e Luteranos Pietistas; Anglicanos e Metodistas; na América, Puritanos vs Reavivados; a Reação Ortodoxa com a Teologia de Princeton; o surgimento do Fundamentalismo e o Confronto com a Teologia Liberal; O desafio social e o Evangelho Social.
  1. Um Novo Período de Controvérsia e Acomodação, 1940-1975: uma Nova Ortodoxia Protestante enfrenta o Velho Fundamentalismo, os Novos Liberalismos, um Novo Carismatismo (Pentecostalismo), um Novo Evangelicalismo, e um Novo Catolicismo.
  1. Um Evangelho Global, 1975-presente: a Secularização do Norte vs a Pentecostalização do Sul; o Evangelicalismo é viável como solução intermediária ou se dilui no Liberalismo cada vez mais secular e no Conservadorismo cada vez mais tentada pelo carismatismo? o desafio de uma Igreja Cultural e Politicamente Engajada mas, ao mesmo tempo, Fiel às Tradições e Teologicamente Viável.

Em Salto, 23 de Março de 2017

Eduardo Chaves

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